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Dois atores/marionetistas e um dispositivo depurado, onde habitam as personagens/bonecos igualmente simples, vão dizer ao público que ser feliz é o mínimo, é a base onde fazemos tudo o que vale a pena. E o que é que vale a pena?

 

Numa linguagem muito simples e sem palavras, onde a música ajuda a criar as paisagens emocionais, o nosso herói é alguém que perde a cabeça muito facilmente. Aliás, como toda a gente neste mundo cinzento e sem sorrisos. A ira, a tristeza e a apatia são recursos muito fáceis, que todos usam nas suas relações, na rua, no trabalho, no trânsito, em família... O nosso herói tem várias faces que usa conforme a ocasião, mas nenhuma sorri. Ele nem sabe que tal cara pode existir. E quando lhe surge a oportunidade da sua vida, quando encontra alguém com quem poderia ser feliz, que cara pode mostrar? Nenhuma das que possui o pode ajudar. Onde e como encontrar a cara que sorri.
“Feliz” pretende ser um elogio à transformação que cada um pode fazer em si próprio, sabendo receber a ajuda que chega do outro, quando o encontro revela entendimento, amizade, amor.

 

Espectáculo de marionetas de mesa, sem palavras.
Criação colectiva a partir duma ideia original de João S. Palma.
As marionetas, a cenografia e o próprio retábulo espelham a grande opção que é chegar ao essencial. Todo o dispositivo foi idealizado e construído em processo criativo pelos artistas do Pim, assim como a banda sonora original foi sendo realizada ao longo dos ensaios, resultando numa grande ligação do jogo teatral com o ambiente sonoro.
A simplicidade das marionetas, o cenário depurado e feito de objectos que se reconhecem doutras funções, lixo transformado em arte, tudo concorre para a grande viagem ao que realmente importa.
Num mundo carregado de gente séria e aborrecida, alguém começa a ficar diferente, e vai acabar por ser capaz de desenhar um sorriso na sua própria cara. É o mínimo.

 

concepção, construção, encenação, dramaturgia: colectivo Pim-Teatro
manipuladores: Diogo Duro e João Sérgio Palma
figurinos e produção: Alexandra Espiridião
direcção técnica: Diogo Duro
banda sonora e imagem gráfica: João Sérgio Palma
fotografia: Mariana Correia
agradecimento: João Cáceres Alves

Duração: 0’45’’
Teatro para todos
(a partir dos 4 anos)