Primeiro quisémos usar chapéus para falar de uma coisa séria, perigosa e ridícula: o poder. Depois tivémos vontade de usar narizes vermelhos, jogar e ser livres. Sempre presente esteve o nosso maior prazer: o encontro das pessoas na comunicação artística.
Para construir esta ideia começámos com duas oficinas. A equipa do Pim trabalhou com Osvaldo Maggi, mimo-clown argentino, na construção de chapéus e na descoberta de personagens e situações. A segunda oficina, "O clown navegante das emoções", foi dirigida por Jesús Jara, pedagogo teatral espanhol.
Foi a partir destas duas experiências que concebemos este espectáculo. É uma criação colectiva de duas actrizes, dois actores e um músico. "Chapéus Há Muitos" fala-nos de pessoas sem nada que fazer, pessoas com ideias, dores de cabeça, tristezas e carnavais, amor, inveja, governantes e dominados numa cascata de saudável esquizofrenia.
Quase sem palavras, mas com imenso para dizer.
Estreia em Portel em Maio de 2008, em Junho faz uma temporada na Biblioteca Pública de Évora. Reestrutura-se e apresenta-se na rua. Viaja até à Galiza onde participa no Mundo-Clown de Vigo.
Em Outubro regressa à sala de ensaios onde, com o actor/encenador José Caldas, se aprofundam e clarificam personagens, acções e sentidos.
concepção: colectivo Pim-Teatro com: Alexandra Espiridião, Diogo Duro,
João Sérgio Palma e João Sol encenação e dramaturgia:
colectiva coordenada por Alexandra Espiridião e João Sérgio Palma
parceiros criativos: Osvaldo Maggi, Jesús Jara, José Caldas e
Rita Wengorovius
cenografia e figurinos: colectivo música: João Sol e João Sérgio Palma
produção: Alexandra Espiridião e Helena Estanislau assistente de produção: Guilherme Freitas
secretariado: Maria de Jesus Branco
realização técnica: Diogo Duro e Ana Duarte
imagem gráfica: João Sérgio palma
confecção de figurinos: Teresa Branquinho fotografia: Paulo Vergues
Público: maiores de 4
Duração: 60’
Lotação: 150 espectadores